quarta-feira, 29 de fevereiro de 2012

MOMENTOS RAROS


Andei meio baqueada dormindo muito e sem energia pra mais nada. Foi quando surgiu a oportunidade de uma viagem para Aracaju, casa de um dos meus sobrinhos mais amado. Titubeie muito em viajar já que meu corpo só pedia cama e minha cabeça liberdade total. Com mais medo de avião que preocupada com o gasto da viagem optei por ir. Tratando-se esta de, por puro pânico, ser a minha primeira viagem de avião precisei de muita coragem para vencer o medo. Qual não foi a minha surpresa quando ao levantar vôo assisti aquele velho terror se dissipando como por encanto e eu me comportando como uma passageira assídua sem nenhum temor. A alegria não parou por aí. Eu havia chegado num pedaço do Paraíso. Casas bonitas, coqueiros balançando com a brisa do mar. Um sol maravilhoso iluminando aquilo tudo. Sorvete e água de coco nas praias. Pessoas bonitas de todos os cantos do Brasil curtindo aquele marzão enquanto eu observava mais de perto os nativos como os pescadores e os repentistas. Veículos dirigidos por uma gente civilizada que chegava a parar o carro para que pudéssemos atravessar. Os barzinhos a sorveteria os restaurantes e as feiras de artesanato adornados por vendedores agradáveis nos servindo gentilmente e exalando simpatia. Minha mãe, depois de conhecer quase todo o litoral, descobriu o mar em Aracaju. Nunca a vi curtindo tanto uma praia e nem ficando fora de casa tão satisfeita. Acreditem ou não dormíamos à noite tranquilamente com as janelas abertas. Quando isso já foi possível em uma cidade grande? E o que veio a somar mais ainda foi a companhia dos sobrinhos que nos deram tanto carinho que a gente nem soube como retribuir. Mas o auge do passeio foi ver a pequenina sobrinha dando um show de dança. Imagine uma criança de dois anos dançando melhor que uma porta bandeira. É de deixar qualquer um pasmo, não?Quero retornar lá quando estiver com energia suficiente para acompanhar os meus sobrinhos por todos os passeios que eles me propuseram e para os quais, desta vez. eu não tive pique como foi o caso do museu virtual.  
Mas não faltará oportunidade. Sabendo da raridade do prazer destes momentos, só consigo agora dizer: Obrigada, sobrinhos amados.