quarta-feira, 12 de junho de 2013

UM BEATLE ESTEVE AQUI

                                       I

Um Beatle esteve aqui. Sir James Paul McCartney.
E veio com a força que um Beatle tem. Com toneladas de equipamento e muito bem acompanhado por sua banda.
Deu um espetáculo no Mineirão para nenhum brasileiro botar defeito, com muita música, luzes e fogos. A platéia foi à loucura gritando, chorando, cantando. A emoção  tomou conta dos milhares de fãs que se beliscavam para ter certeza de estar vivendo aquele momento.
Mas era um Beatle.
Ele brincou com a platéia em português e até um uai de mineiro foi mencionado com carinho.
Ninguém esperava que um “Sir” fosse interagir com o público de maneira tão harmoniosa como aconteceu. 
Mas era um Beatle.
Vieram com ele lembranças de décadas atrás quando os tempos eram outros. Quando eles eram porta vozes de uma geração que sonhava com um mundo sem medo e sem preconceito. Tudo o que queremos é amor, cantavam. E o mundo cantava com eles. Foram os  mensageiros de uma geração reprimida, cheia de sonhos a procura de liberdade  ainda que tardia.
Mas eram os Beatles.
E tudo isso veio à tona no seu show. Os que o conheciam de sempre se coroavam com sua presença e o coroavam por sido um desses reis que vieram ao mundo para transformá-lo e ornamentá-lo também.  Porque não há dúvidas que Paul McCartney enfeita o mundo.
E os mais jovens confirmavam a importância de seu legado vivendo intensamente, junto com os veteranos, aquele momento mágico.
Eu não assisti pessoalmente este momento histórico, mas minhas irmãs o passaram para mim com tantos detalhes e de maneira tão emotiva que foi como se eu o tivesse vivido. ( Lógico que as gravações dos celulares ajudaram) Uma delas mencionou o faxineiro que dançava com a vassoura cantando Let Be.
O que emocionada comentei foi: _ O que vocês esperavam: Era um Beatle!                                                                                                                                                                                                                    





terça-feira, 4 de junho de 2013

GALO!!!

                                                                     
Um dia. Muitas vidas. Milhares de corações.
Não era um dia qualquer. Era o dia em que o Atlético confirmava sua participação nas semi-finais da Libertadores. Os torcedores estavam confiantes pois o time já havia conseguido o empate fora e ganhar dentro do Estado, com o apoio de toda torcida,  seria mais fácil.
O jogo transcorria meio tenso. Ao invés da goleada esperada um empate de 1X1 estava sendo difícil de manter já que o adversário estava jogando a própria vida pra não deixar o campeonato.
Mas a torcida não se deixava intimidar. Seguia cantando e torcendo entusiasmada empurrando o time.
Quando faltavam apenas quatro minutos para o término do jogo o momento mágico aconteceu. O juiz apitou um pênalti contra o Atlético.
No Estádio fez-se um silêncio avassalador. Foi como, acredito, o silêncio que se faz quando se é pronunciada uma sentença de morte. Ali, naquele momento, milhares de corações começaram a bater com violência. O sonho acabou: Era o que parecia. Pênalti a quatro minutos do final do jogo? É o fim para o Galo. Pessoas mordiam as mãos desesperadas ou as passavam pelo rosto ou pela cabeça. Agarravam-se à Bandeira do time e grande parte já estava chorando pela derrota. Algumas ajoelhavam e pediam ajuda do alto. E ela veio. Foi diante da torcida em desespero que o goleiro Victor defendeu o pênalti. O locutor gritou dez vezes: Defendeuuuuuuuuuuu Victor!!!!!!
E ficou assim gritando enquanto o Estádio vinha abaixo com a alegria da torcida. E o locutor gritava: Vitor! Vitor! São Vitor! Algumas pessoas passaram mal de tanta emoção e foram acudidas pelos próprios torcedores.
As bandeiras balançavam fazendo a festa. Mas nada foi tão emocionante como as lágrimas daquela criança de seis anos que estava com o pai e se emocionou ao ponto de molhar a bandeira. Sem deixar de citar também a emoção do locutor que passou para quem assistia tudo  que se passava nos corações Atleticanos.
Podemos até perder a Libertadores, mas este momento mágico ninguém vai tirá-lo de nós.