I
Um Beatle esteve aqui. Sir James
Paul McCartney.
E veio com a força que um Beatle
tem. Com toneladas de equipamento e muito bem acompanhado por sua banda.
Deu um espetáculo no Mineirão para
nenhum brasileiro botar defeito, com muita música, luzes e fogos. A platéia foi
à loucura gritando, chorando, cantando. A emoção tomou conta dos milhares de fãs que se
beliscavam para ter certeza de estar vivendo aquele momento.
Mas era um Beatle.
Ele brincou com a platéia em português
e até um uai de mineiro foi mencionado com carinho.
Ninguém esperava que um “Sir” fosse
interagir com o público de maneira tão harmoniosa como aconteceu.
Mas era um Beatle.
Vieram com ele lembranças de
décadas atrás quando os tempos eram outros. Quando eles eram porta vozes de uma
geração que sonhava com um mundo sem medo e sem preconceito. Tudo o que queremos é amor, cantavam. E o mundo cantava com eles.
Foram os mensageiros de uma geração
reprimida, cheia de sonhos a procura de liberdade ainda que tardia.
Mas eram os Beatles.
E tudo isso veio à tona no seu
show. Os que o conheciam de sempre se coroavam com sua presença e o coroavam
por sido um desses reis que vieram ao mundo para transformá-lo e ornamentá-lo também.
Porque não há dúvidas que Paul McCartney
enfeita o mundo.
E os mais jovens confirmavam a
importância de seu legado vivendo intensamente, junto com os veteranos, aquele
momento mágico.
Eu não assisti pessoalmente este
momento histórico, mas minhas irmãs o passaram para mim com tantos detalhes e
de maneira tão emotiva que foi como se eu o tivesse vivido. ( Lógico que as
gravações dos celulares ajudaram) Uma delas mencionou o faxineiro que dançava
com a vassoura cantando Let Be.
O que emocionada comentei foi: _ O
que vocês esperavam: Era um Beatle!
Demais...disse tudo.
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